"Mesmo quando o animal não
tem chances de sobreviver, o reiki é bom, pois deixa o bicho
mais sossegado", conta ele que não cobra pela sessão
da terapia.
"Em geral, aplico reiki quando tenho mais tempo junto ao animal,
em um tratamento maior. Não acho certo cobrar pela ajuda, pois
a energia que uso não é minha, é cósmica",
diz.
Ele afirma que não pode desprezar os conhecimentos médicos
que aprendeu na faculdade, mas acredita que a terapia - bastante usada-
traz muitos benefícios para os animais dos quais trata.
"O reiki não é milagroso, mas ajuda os animais a
ficarem mais calmos. Em casos mais crônicos, percebo uma boa melhora",
diz Emídio.
Para a mestre reiki Naomy Meneses, a terapia deixa o animal mais relaxado
e manso. "Eu tive uma cachorrinha que teve prisão de ventre.
Levei-a ao veterinário, mas antes que qualquer providência
fosse tomada, fiz uma sessão de reiki nela. A prisão de
ventre passou", conta. Segundo Gilberto Falchi, o reiki mexe com
quatro aspectos de um ser. O físico, o emocional, o mental e
o espiritual. "Em pessoas, tocamos certos pontos. Nos animais,
não tem um local específico, devemos levar as mãos
ao local onde existe um problema", conta ele que viu sua cadelinha
pedir ajuda. "Ela não ligava muito para mim. Depois que
apliquei o reiki ela vinha no meu colo pedindo e levando o corpo até
as minhas mãos."
A técnica pode ser aplicada pelo próprio dono, caso ele
saiba utilizar a terapia, por veterinários que saibam a técnica
ou por mestres reiki, mas, como diz Emídio, não é
um remédio em si: "Em casos de doenças que precisam
de tratamento médico, o reiki não resolve. O bicho precisa
ser tratado corretamente", afirma ele. Para o veterinário
Eduardo Loco, é preciso estudos científicos controlados
para averiguar a eficácia de terapias alternativas. "Eu
até acredito, mas não existem provas científicas
sobre o uso do reiki", diz.