Carta aos que desistem do Yoga


Otávio Leal
     
 

“Não devemos só perguntar que mundo deixaremos para nossos filhos mais também que filhos deixaremos para esse mundo.”

Carta aos que desistem do Yoga e, é claro, da vida e de seus sonhos

Leia com muita atenção e Reflita

    Espero que esta missiva te encontre saudável, energizado, próspero e com muita alegria. Como yoguim ou yoguini tu tens direito a tudo isso e muito mais.

    Eu Otávio Leal (Dhyan Prem) estou escrevendo a todos vocês que se interessaram, ou melhor, que foram “chamados” pela existência, que tem a missão de ser um praticante, um arauto e um professor sério da Tradição do Yoga. Um professor de uma filosofia prática de mais de 5.000 anos.

    Parabéns! Hoje poucos no planeta tem o discernimento, a assertividade e a consciência que tu tens!

    Não sei ao certo se você sabe toda a diferença que essa formação faz e fará na tua vida. Você já refletiu nisso?

    Conheço inúmeras técnicas de auto-conhecimento, equilíbrio, saúde e exercícios físicos, mas não encontro práticas tão ricas, saudáveis e profundas como as técnicas do Yoga em nada nesse mundo.

    As pessoas que praticam Yoga como você, tem uma qualidade de vida excelente, o corpo equilibrado, alongado, saudável e cheio de energia até a partida desse planeta. Sinto que tu vais usar os ensinamentos e as práticas do yoga até o último dia de sua vida. Esse ensinamento é eterno.

    Todos os iluminados insistem que o corpo é um templo a ser cuidado e muito bem tratado e você, faz isso de forma persistente, harmônica e graciosa. E que continue fazendo... vale muito a pena........ isso se não for o que vale mais a pena de realizar na vida.

    O ocidental, principalmente o morador das cidades grandes é sedentário, preguiçoso e quando se exercita, o faz muitas vezes com o ego para mostrar músculos e não para ser lindo, carismático e saudável por dentro e por fora.

    Você tem Alma. Você não é um materialista que só quer beleza física sem conteúdo e profundidade. Você quer mais: Beleza dentro e fora.

    O meu convite é que na tua formação em Yoga, tenhas paciência e persistência. Não desista em hipótese alguma. Não abandone suas práticas por nada nesse mundo e no dia de sua formação, aqui conosco, você não irá se arrepender. Alguns curiosos recebem esse chamamento da alma e não o olham com responsabilidade. Abandonam não só a formação mais toda a promessa de qualidade de vida, paz e longevidade oferecida ao Yoguim. Normalmente, essas pessoas desistem de tudo na vida, inclusive de viver suas utopias e sonhos. De dar aulas e formações, de ter uma profissão ou modo de vida ético, ecológico, saudável e fascinante. É terrível observarmos que desistimos de algo, principalmente de algo abençoado como o Yoga.

    Também que exemplo daremos aos nossos filhos quando desistimos de algo?

     Algumas de suas aulas poderão até ser desafiadoras, mas é preciso que seja assim. Seu corpo e "seu ser" irão entender isso ao final e tu terás a satisfação e o orgulho de pertencer a nobre filosofia: O Yoga. Você será um yoguim ou uma yoguini e irá até o fim em algo que iniciou; o que te diferencia por ter disciplina, persistência e não só falará sobre sua garra como será um exemplo de força num país com tantos desistentes.

Temperamento de rebanho

Por Diego Mainardi

    - Faz o quatro. Diego Hypólito!

     Roubei o mote de um amigo meu. E acrescentei prontamente: o que a queda de Diego Hypólito tem a ver com nossa queda para o roubo? Qual é o ponto em comum entre a poltronice de nossos atletas e a poltronice dos brasileiros em geral? Como o fracasso de nossos esportistas se relaciona com nosso fracasso como país?

     É o que analisarei a partir de agora, postado na frente do computador, com minha malha elástica dégradée, dando uma rápida pirueta antropológica, seguida por dois parafusos sociológicos e meia dúzia de cambalhotas etnológicas, com grande probabilidade de repetir o feito de Diego Hypólito e aterrissar bisonhamente com o traseiro no tablado.

“O Brasil fracassa no esporte pelo mesmo motivo por que fracassa como pais: temos uma sociedade acovardada, fujona, avessa à luta. Tudo aqui é feito para desestimular a disputa, para reprimir o desafio pessoal, para amolecer o caráter”

    - Faz o quatro. Diogo Mainardi!
   Quem leu a última VEJA pode tentar acompanhar meus volteios. A reportagem apresenta dois dados. O primeiro repete aquilo que já sabíamos: temos os estudantes mais analfabetos do planeta. Ninguém compete conosco em matéria de analfabetismo. Somos mais analfabetos do que todos os outros analfabetos. O segundo dado da reportagem e mais espantoso. Uma pesquisa encomendada por VEJA revelou que, ao mesmo tempo em que temos os estudantes mais analfabetos do planeta, estamos plenamente satisfeitos com isso. Alunos, pais e professores aprovam nossas escolas.

     Eu entendo os alunos. A escola, para mim, representou uma completa perda de tempo. As melhores escolas foram aquelas que menos me ensinaram, permitindo que eu pulasse o muro e fosse jogar pebolim no boteco da esquina. Tende-se a superestimar o valor da escola. Os estudantes sabem perfeitamente que, por mais que se empenhem, nada do que os professores lhes disserem terá utilidade prática. É natural que eles se contentem com uma escola que os desobriga de estudar.

     Entendo também os professores.Se a escola fosse menos imprestável, boa parte deles seria posta na rua. O que de fato impressiona é o entorpecimento dos pais. É neste ponto que reintroduzo o tema inicial do artigo: o fracasso de nossos atletas. E é neste ponto que Diego Hypólito e eu aterrissamos com o traseiro no tablado. O Brasil fracassa no esporte pelo mesmo motivo por que fracassa como país: temos uma sociedade acovardada, fujona, avessa à luta. Tudo aqui é feito para desestimular a disputa, para reprimir o desafio pessoal, para amolecer o caráter: o parasitismo estatal, a política fundada no escambo, a cultura baseada no conchavo, a repulsa por idéias discordantes. Esse nosso temperamento de rebanho inibe qualquer forma de atrito, qualquer tipo de inconformismo, qualquer espécie de enfrentamento. Quando temos de competir, afinamos. Por isso aprovamos uma escola que produz analfabetos. Por isso aprovamos governantes que roubam. A gente se satisfaz com facilidade: basta fazer o quatro. E nem é preciso conseguir colocar o dedo na ponta do nariz.

Fonte: Revista Veja, Agosto 2008

    Durante sua formação também poderão haver alguns testes de paciência: chuva, trânsito, desequilíbrios dessa cidade que não tem líderes raçudos como você, dificuldade em estacionar, alunos que podem desistir e te desestimular, mas tudo isso já é um exercício de reconhecimento da sua paz - Shanti.

    Quando estudei yoga, um dia pensei: Não consigo acompanhar e não tenho paciência. Como é que podia saber se não tinha feito ainda toda a formação? Acabei persistindo. E fiz o certo. Eu não sou um desistente e você também não.

    Pensei também: Não dá para aprender muito em 1 ano e meio de formação. Se você colocar dedicação de corpo e alma é claro que é possível.
Um dia pensei: "Não tenho tempo para praticar." Verdade??? Não, mentira. Sem-vergonhice da minha mente e crenças que pessoas limitadas e fragmentadas me impuseram. Formei-me em Yoga e ainda tornei-me faixa preta e instrutor de Kung-fu e Karatê-Do, praticando e estudando continuamente.

    Também pensei em desistir quando perdi o emprego e quando tive dificuldades financeiras, mas assumi comigo que nunca, jamais, never, deixaria que "dinheiro" ou a falta dele me impedisse de realizar algo. Dinheiro tem relação com auto-valorização e o yoga te dá isso. Economizei, cortei outros gastos e fui em frente.

     Vários praticantes de Yoga largam ou vendem tudo que tem para estudar na Índia. Eu, a Diana, o Gerson e a Juliana fizemos assim. Você talvez agora até não vá à Índia, mas se formará com instrutores, mestres, e professores que foram e compartilharão isso contigo.

    Existem alunos que faltam as aulas por qualquer motivo fútil e o que é pior, não repõem. Sobre isso, leia aqui:

    "Infelizmente, a maioria das pessoas nunca faz nada de extasiante, completo e bem feito na vida, isso por estarem demasiado ocupadas a inventar desculpas. A razão pela qual essas pessoas não atingiram seus objetivos ou não estão vivendo a vida que desejam não deve-se ao modo como seus pais as trataram, ou à falta de oportunidade na juventude, ou porque são muito velhas, ou então jovens demais. Todas essas desculpas não passam de Sistemas de Convicções retrógradas e infantis! Não são apenas limitadoras, são destrutivas.

    Usar o poder da decisão lhe dá a capacidade de vencer qualquer desculpa e modificar sua vida em um instante. Você, se tiver garra e persistência pode mudar seus relacionamentos, seu ambiente de trabalho, nível de aptidão física, rendimentos e estados emocionais. Pode determinar se está alegre ou triste, frustrado ou animado, escravizado pelas circunstâncias ou expressando sua liberdade.*"

    Algumas pessoas não acham tempo para cuidar do corpo.

    Se alguém não tem tempo de cuidar do corpo, tem tempo pra quê? Helooo? Tempo para o quê?

    Uma vez uma "aluna" não seguiu na formação, pois disse que após algumas práticas tinha dores no corpo. Pode isso? Se o Yoga, que é um exercício suave deixa o corpo dolorido, imagine como está o corpo desse indivíduo.

    O que alguém sério faz quando realiza exercícios e sente dores: Insiste, persiste, se cuida e pratica até de forma mais suave, mas insiste até isso desaparecer. Tem outro jeito? Qual? Ser vencido por alguma dorzinha? Morrer como muitos brasileiros insistem em morrer: Doentes e dependentes física e emocionalmente de outros.

    Nossos alunos hoje, entenderam o convite para serem yoguins. Entenderam o que é o Yoga e o diferencial que o mesmo faz na vida, praticam intensamente. Tenho orgulho e profunda alegria em observar isso.

    Insisto, meu convite é esse. Leve muito a sério a tua formação em Yoga. Dedique-se ao máximo, não abandone-a por nada desse mundo. Aliás, nunca, absolutamente nunca, desista de seus sonhos e abandone seja lá o que for.

    Quem fica para trás no caminho, mais para frente se arrependerá profundamente. É um fato que observamos em todos que desistiram de algo tão nobre e saudável.

     "* Vale a pena ter tudo com que sempre sonhou, mas não dispor da saúde física para desfrutar? Tu acorda todos os dias sentindo-se energizado, cheio de vigor e pronto para dar início a um novo dia? Ou acorda se sentindo tão cansado quanto na noite anterior, cheio de dores e ressentindo por ter de começar tudo de novo? O seu atual estilo de vida o converte numa estatística? Um em cada dois americanos morre de doença coronária; um em cada três morre de câncer. Quando enchemos o corpo de alimentos nutricionalmente vazios, cheios de gorduras e envenenamos nossos organismos com cigarros, álcool e drogas, e sentamos passivamente diante de aparelhos de televisão; podemos usar uma frase do médico Thomas Moffett, estamos "cavando nossas sepulturas com os dentes". Controle sua saúde física, a fim de que não apenas tenha uma boa aparência, mas também se sinta bem, e saiba que está controlando sua vida, em um corpo que irradia vitalidade e permite que alcance a alegria desejada."

     Olhe as pessoas dessa foto abaixo! Tu percebes o que eu escrevo?

    Você sabia que a formação da Humaniversidade é uma das mais ricas, completas e profundas do Brasil? Temos convidados ministrando aulas como o conceituado professor Shimada, Marcos Rojo, Monja Issin, Neelama Gayatri, Gerson D'Addio, Rita Assis, Monja Coen, mestres Hindus e do Sivananda Ashran, etc.

    Se tu entendeu essa mensagem, seja bem vindo!

    Se não, nada posso fazer por ti.


Foto do Retiro de Yoga da Humaniversidade no Hotel Ponto de Luz

Tapas austeridade
Você termina o que começa?

    Gosto muito dos títulos dos livros dos autores Silmar Cecília: "Jamais desista!" e de Augusto Cury: "Jamais desista de seus sonhos". Ensino essas lições a todos os terapeutas e yoguins que formo. Não deixe de ir até o fim e de seguir em frente, nunca desista de absolutamente nada em sua vida. Quem realmente fez até hoje uma diferença positiva no planeta foram heróis cotidianos que nunca desistiram. Pessoas que tem uma convicção poderosa que desafiam a preguiça, o medo e a falta de disciplina.

     Durante minha vida fiz alguns rimais de extrema unção enquanto era sacerdote budista e quem realmente lidou melhor com a visita da morte foram aqueles que tentaram, persistiram foram atrás de seus sonhos.

     Ouvi urna vez uma pessoa no leito de um hospital dizer:

    - "Tentei muitas coisas na vida. Umas deram certo outras não, mas eu fiz o que podia. Eu tentei..."

     Na bíblia cristã temos algumas reflexões sobre esse tema.

    ... Aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal pessoa que receberá coisa alguma do sentar... Tiago 1.6,7

    Mas sejam e não desanimem, pais o trabalho de vocês será recompensada. 2 Crônicas 15. 7

    Os tantricos em sua riquíssima mitologia contam que o criador Bhahma só pode criar o universo após uma disciplina austera. Não só Bhahma mais todos os criadores tem esse dom. Persistir. No hinduísmo e no tantra o nome desse sentimento é tapas. Tapas pode ser traduzido como austeridade e interpretado como "calor", autodisciplina, garra, seguir adiante, persistir, etc. É enfrentarmos nossos supostos limites e não sucumbirmos aos mesmos: Exercitar-se sempre, ter hábitos saudáveis, estudar, acreditar no amor, olhar em direção da iluminação, enfim, ir em frente sempre. (Você vai?) Nas práticas corporais tantricas e rio yoga é ensinado manter posições físicas por um tempo determinado (permanência nos ásanas), terminar o que foi iniciado, transformar hábitos que causam sofrimento, enfim autotransformação.

     No texto sagrado hindu Bhagavad-Gitã encontramos três classificações de tapas: 1 ° - A do corpo que trata da pureza, limpeza, não violência, períodos de castidade (na visão tantrica é à opção do ato sexual sagrado) e o respeito aos gurus (mestres) 2° - A da fala que é utilizar palavras gentis, generosas, amáveis, que tragam paz e principalmente sejam sinceras falar a verdade e ser autêntico. 3°- tapas da mente que consiste em aquietar/serenar a mente, praticar o silêncio, ter emoções construtivas.

     Um exemplo de tapas foi nas Olimpíadas de Los Angeles (1994) onde a maratonista Gabrielle Andersen Scheiss ao entrar no coliseu olímpico mal estava mantendo-se em pé, seu corpo estava absolutamente esgotado, com passos cambaleantes, mas ela recusou-se a encerrar, a desistir, da corrida. E quando cruzou a linha de chegada, foi aplaudida em pé numa cena comovente e iluminada. Na minha visão, a imagem mais linda de todas que observei em esportes competitivos. Isso é tapas: Superar e desafiar os próprios limites, mesmo quando não há apoio. O treinador de Gabrielle tentou impedir que ela continuasse mas ela disse não, eu vou chegar. Eu não vou desistir.

     Gabrielle em minhas praticas de yoga, ai-do, Wu-shu, hung-gar (estilo de artes marciais que imita movimentos do tigre) me inspiram a seguir em frente. Não só eu, mais todo o planeta na olimpíada ficou perplexos com o seu feito. Ela não ganhou medalha alguma, mas virou uma fonte de inspiração. Ela chegou em último lugar, mas não desistiu.

    O escritor Machado de Assis de forma sábia escreveu sobre seu personagem Brás Cubas que após a morte retorna, como um "morto vivo" e escritor, para lamentar tudo o que deixou de fazer na vida. Em seu epílogo escreve:

     "Este último capitulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento... Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."

     É importante lembrar que a aplicação de tapas deve limitar-se a aspectos éticos, construtivos jamais nada que expanda o ego e a vaidade.

    "O verdadeiro tapas nos faz brilhar coma o.sol. É então que podemos ser para os outros ama forte de calor: força e consolação" Geoge Fererstein

    O tantrico e os terapeutas sérios têm como filosofia comportamental. A prática de tapas em toda sua vida. Vida interior e a vida exterior.

     Lembremos que o tantra é arcaico, e de origem tribal, e um membro tribal, um índio, é um exemplo de coragem, garra, persistência e disciplina. Não cedem ao cansaço, preguiça, desafios e suposta barreiras. Superação é sinônimo de coragem de não permitir que nada, absolutamente nada impeça seu objetivo.

    O Yoguin, praticando tapas, queima, no fogo da austeridade, as sementes da impureza. E se defende de todos os cansaços, desânimos, preguiças, fossos e fossas. Professor Hermógenes.

    Nas práticas físicas do tantra, dos sadhanás e dos asanás do yoga, é fundamental para a melhora diária.

    A superação de si mesmo. Duas escolas de yoga com práticas fortíssimas, o Asthanga e o lyengar, são exemplos de como é possível ter força, longevidade, energia, juventude e beleza corporal. Cuidar-se. Cuidar-se muito. Sedentarismo, preguiça e adiar o cuidado de si não existem a quem tem tapas. Adiar o fim dos vícios como alguns lixos que pessoas colocam no corpo (cigarro, álcool, açúcar, gorduras, etc.) não é uma atitude tantrica. Não é ter tapas. Também nas artes marciais (principalmente as sérias) Tapas é o caminho.

     Tapas é não prejudicar seu corpo. Não maltratar o templo divino e jamais desistir. Jamais parar algo. Jamais deixar algo pela metade.

     Em formações de naturopatas yoguins e terapeutas observei algumas vezes o contrário de tapas. O alieno que não é de nada: o aluno que vem fazer uma formação e simplesmente desiste na metade. São os desistentes. (sorte que são pouquíssimos). Para eles escrevi o texto a seguir:

    O Aluno "que não é de nada”

    Esse tipo de aluno, dificilmente é encontrado, portanto escrevi esse texto para que você tome conhecimento que ele existe mesmo que não conheça nenhum. Desde o primeiro dia de aula esse aluno faz declarações que se tornará terapeuta, que se dedicará, que por nada desse mundo parará a formação ou adiará seus sonhos, que será um sucesso, que vai querer mudar de vida, fazer diferença no planeta e muito mais.

     Tudo ilusão: Com o decorrer da formação, emerge quem é esse tipo de aluno. Tudo para ele é dificuldade.

     Ser um profissional? "Eu não sirvo para isso". Ir até o final da formação? "Não posso", "Não estou me sentindo bem".

     Ele diz: "Vou parar um pouquinho até meus filhos crescerem" ou "Tenho que cuidar de alguém".

     Abrir uma clínica? "Agora não dá", "nada cai do céu" ou "não tenho tempo para estudar". Se for de outro bairro já diz: “Você pensa que é fácil participar de aulas extras e supervisão nesta lonjura? É muito distante... Não sei ir... É caro... É de noite...” Ou "não tenho dinheiro agora". Dinheiro, está relacionado com auto-valorização. Quando você se valoriza, o mundo te valoriza. Se há falta de dinheiro será que não há falta de auto-valorização?

    Esse aluno vive da energia do "um dia". Só que a vida não espera, ela passa e ele não realiza nada por si, pelo planeta ou pelas terapias.

    Quando fiz teatro, estudava textos, posturas corporais e personagens até de madrugada.

    Em artes marciais para alcançar faixas pretas e ser professor, não adiantava dar desculpas, tive que treinar dia e noite.

    Esse aluno que não é dedicado é também um chato. Sempre está de mau humor e irritando à todos. Sua energia é baixa e sua depressão pode até contagiar um ambiente. É mal educado, fofoqueiro, intrigueiro, mas se acha o máximo, o "maior", o Buda vivo, e não percebe que na verdade é um chato e o que é pior um desistente. É mal resolvido, e no íntimo tem complexo de inferioridade, pois todo o tempo reclama, cria casos, vã defeito e maldade em tudo, por que ele é assim por dentro.

    Critica os instrutores, principalmente quando esses tem maneiras diferentes de pensar ou de ensinar matérias. É um inimigo infiltrado dentro de uma turma. Ele não sabe o karma negativo que alguém adquire quando projeta maldade numa tradição tão pura como dos terapeutas. Se alguém vem aqui com ódio, falta de humildade, ingratidão, mesmo formado e trabalhando, sua carreira não terá brilho ou prosperidade. É orgulhoso, prepotente, e tenta fazer panelinhas com seu diminuto público para criar intrigas.

     Esse aluno, durante a aula faz uma pergunta atrás da outra, não deixa o instrutor falar, ou fica brincando o tempo todo, pois seu complexo de inferioridade exige que chame a atenção o tempo todo.

     Quer ser sempre o porta-voz de tudo, mas só dá sugestões irreais e ilusórias para tudo ser do "seu jeito”, suas criticas não constroem nada e ao se dirigir aos dirigentes da escola, não percebe que não são aceitas as críticas feitas com maldade.

     Normalmente, antes da metade da formação ele “acha” que as matérias são ministradas superficialmente, mas é ele quem não estuda, não iniciou os estágios supervisionados e o ambulatórios de casos específicos, mas já esboça opiniões que são frutos da projeção de sua insatisfação. A vida desse aluno desistente é que é superficial e ele projeta isso na sua escola.

    Em especial, com a permissão do editor deste jornal, gostaria de afirmar que aqui na Humaniversidade quando no final de nossas formações, os terapeutas e yoguins formados, respondem um questionário e que até hoje, em mais de 3.000 respostas, nunca houve queixas de superficialidade. É insignificante a opinião de um aluno não formado, que não “deu conta” de ir até o fim. Considero isso um julgamento prepotente, delirante, irreal e imaturo de um aluno que não é de nada!

Amor e Silêncio,
Otávio Leal (Dhyan Prem)

* textos adaptados de Antony Robbins
Esse texto foi enviado aos alunos da formação em yoga da Humaniversidade www.humaniversidade.com.br

 
 
 

Autor:
Otávio Leal